Descobrindo Intervales Atlas Ambiental

 

menu

Continuum Ecológico da Serra de paranapiacaba

Os índios que habitavam o quadrante sul das terras de Piratininga sabiam das coisas: chamavam a extensa muralha verde de Paranapiacaba (montanha que detém o mar). O nome ficou e hoje a Serra do Mar é a fronteira de floresta atlântica do Sudeste brasileiro onde ainda resistem fragmentos quase intactos da sua espantosa biodiversidade. E é ali, na Serra de Paranapiacaba, bem no coração de um continuum e complexo ecossistema, onde está situado o Parque Estadual Intervales.

Criado em 1995, como a última grande área remanescente de Mata Atlântica declarada especialmente protegida em São Paulo, ele recebe visitantes de todo os pontos do planeta que para lá se dirigem em busca de suas atrações naturais. Os mais assíduos freqüentadores internacionais dessa mata tupiniquim são os observadores de pássaros vindos da Europa e dos EUA. Os argonautas pós-modernos cruzam os oceanos atrás da visão arrebatadora de aves raras, como a jacutinga. Ela está na lista negra dos bichos ameaçados de extinção, e é encontrada apenas em trechos de mata muito fechada. Já foram registradas no parque pelo menos 332 espécies de aves, o dobro do que existe em toda a Europa.

A preservação de espécies como a jacutinga, a onça pintada, o mono-carvoeiro e outras que precisam de espaço, só foi possível graças à extensa seqüência de parques naturais que se interiorizam, distanciando-se da linha costeira avançando pelas escarpas serranas em variantes de altitude que vão dos 60 aos 1.095 m.

Os predadores de maior porte, chamados de topo de cadeia, são os mais afetados pela fragmentação das florestas. Eles precisam de espaço para caçar e alimentar filhotes. é o caso da onça pintada. A bichinha necessita de pelo menos 50 km2 para afiar as garras. Por lá eles podem sobreviver, pois o continuum de Paranapiacaba, cujo núcleo é o Parque Intervales, faz conexão com outras unidades de conservação como o Parque Carlos Botelho, a Estação Ecológica de Xitué e o Parque Turístico do Alto Ribeira (Petar). São mais de 140 mil hectares de área florestada, incluindo o conjunto de reservas e propriedades particulares.

  Área necessária para sobrevivência de uma onça pintada

A preservação de espécies como a jacutinga, a onça pintada, o mono-carvoeiro e outras que precisam de espaço, só foi possível graças à extensa seqüência de parques naturais que se interiorizam, distanciando-se da linha costeira avançando pelas escarpas serranas em variantes de altitude que vão dos 60 aos 1.095 m.

Os predadores de maior porte, chamados de topo de cadeia, são os mais afetados pela fragmentação das florestas. Eles precisam de espaço para caçar e alimentar filhotes. é o caso da onça pintada. A bichinha necessita de pelo menos 50 km2 para afiar as garras. Por lá eles podem sobreviver, pois o continuum de Paranapiacaba, cujo núcleo é o Parque Intervales, faz conexão com outras unidades de conservação como o Parque Carlos Botelho, a Estação Ecológica de Xitué e o Parque Turístico do Alto Ribeira (Petar). São mais de 140 mil hectares de área florestada, incluindo o conjunto de reservas e propriedades particulares.

(Extraído de Intervales o Coração da Floresta, diponível em
<http://www.capitalgaucha.com.br/colunistas/vininha/4125.htm>. Acesso em 05.dez.2007.)

Topo da página

botão Fauna

Fauna Anfíbio

A rica diversidade de espécies faunísticas encontrada no Parque Intervales pode ser explicada pelos diferentes estágios de desenvolvimento da vegetação, onde num pequeno espaço físico, existem muitas diferenças fisiográficas e mosaicos sucessionais. Sendo assim, a fauna existente é representativa de todos os níveis da floresta.

Quanto aos mamíferos, a jaguatirica, a onça-pintada e o macaco mono-carvoeiro (maior primata das Américas), animais ameaçados à extinção, ainda são encontrados nas trilhas do parque. Outras espécies como anta, gambá, tamanduá-mirim, macaco-prego, veados, roedores e morcegos compõem a mastofauna de Intervales, que pode ser considerada como muito pouco alterada pela ação do homem. As espécies de répteis encontradas no parque se resumem a serpentes (coral, jararaca, espada, boipeva), lagartos, cobras-cegas, tartarugas e jacarés. Os anfíbios, anuros, são representados por vasta diversidade de espécies de sapos, rãs e pererecas. Os peixes como lambaris, canivetes e cascudos podem ser encontrados em rios de pequeno porte. Assim como toda a fauna de Intervales, os insetos também apresentam grande diversidade. A fauna de insetos de Intervales também é bastante diversificada. Libélulas e insetos que vivem nas bromélias podem ser facilmente observados.

A rica avifauna característica de Intervales é influenciada principalmente pelos invernos frios, que pode ser a explicação da ausência de algumas espécies e, pela forte umidade que favorece a manutenção de fauna e flora exuberantes.

Existem três grupos de aves que podem ser avistadas em Intervales:
- as aves encontradas ao longo de todo o ano
- as aves encontradas durante o verão
- e, as aves encontradas durante o inverno.

Muitos turistas e ornitólogos visitam essa região, buscando a observação de ampla variedade de pássaros e seus respectivos cantos. Algumas das espécies (nomes populares) que podem ser avistadas e ouvidas nos passeios e trilhas do parque estão citadas a seguir:

Alma-de-gato Soldadinho
Andorinhão-de-coleira-branca Tesourinha
Araponga Tiê-tinga
Guaxe Jaó (extinção)
Macuco (extinção) Topetinho-verde.
Rabo-branco-de-garganta-rajada  


Como preparação a uma visita ao Parque Intervales, sugere-se o acesso ao site: Brasil 500 pássaros, onde podem ser ouvidos não só o canto dessas aves, como de muitas outras de todo o Brasil. Assim, durante a caminhada, o canto dos pássaros poderá ser identificado. Peça também, ajuda ao guia, alguns são profundo conhecedores das aves da região.

Topo da página

botão Vegetação

Vegetação encontrada na trilha

A cobertura vegetal predominante no Parque Estadual Intervales (PEI) é a Floresta Ombrófila Densa (Floresta Pluvial Tropical), que necessita de muita água. Com árvores que atingem até 35 metros de altura, sua flora é rica e diversificada, com destaque para o cedro e canela, o palmito juçara, as epífitas, como bromélias e orquídeas, que vivem na sombra da floresta, e as lianas, que são os cipós.

A Floresta Ombrófila Densa é o mais exuberante dos ecossistemas da Mata Atlântica, com grande ocorrência de endemismo (espécies que só ocorrem nesta região) e os maiores índices de biodiversidade de todo o planeta.

É importante ressaltar que embora a vegetação do PEI apresente um exuberante vigor vegetativo, trata-se em sua maioria de Mata Secundária derivada de Floresta Ombrófila Densa Montana ou Submontana. (Extraído do panfleto informativo do PEI).

Topo da página

botão A biodiversidade e as atividades extrativistas predatórias

Minerações

A lente calcária exposta em Intervales, além do interesse turístico, pela existência das cavernas, também é procurada pelo interesse comercial de muitas mineradoras, que desejam explorar o calcário para produzir Cal e Cimento são as chamadas, caieiras e cimenteiras. As minerações em operação atualmente estão localizadas no entorno do parque (porção oeste).

Os impactos ambientais causados pelas minerações são muitos, como a perda de biodiversidade, perda de paisagem, intensificação de processos erosivos, contaminação do solo e águas subterrânea e superficial. Portanto, a forma que essas minerações funcionam é o que determina o quanto se perde de riqueza ambiental.

Mineração CCRG (Foto: CPRN) seta

  Mineração CCRG

Extrativismo vegetal

O parque enfrenta ainda a ação de palmiteiros qua agem ilegalmente na região. Existe, por parte da Fundação Folorestal e Funbio programas de desenvolvimento sustentável através de culturas baseadas nas comunidades locais.

Palmiteiro seta

  Palmito

 

seta Samabaia-Açu
Samambaia-Açu