AGRÁRIA

LABORATÓRIO DE GEOGRAFIA AGRÁRIA DG-FFLCH-USP

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DICAS DE FILMES

 

DOCUMENTÁRIOS

 

Amazônia Revelada: os descaminhos ao longo da BR-163 (Thieres Mesquita – Brasil – 2005 – 01 h 30 min)

 

Terra Mãe (Cloves Geraldo – Brasil – 1996 - 23 min)

Aborda o período que vai desde a invasão portuguesa, a partir de 1500, até os dias de hoje. Narra a luta dos índios por sua terra e por suas vidas. Mostra a luta dos negros trazidos da África por sua liberdade. Conta como foi a vida no Brasil sob o domínio dos portugueses e após a Independência. Em todo esse período, a luta pela terra gerou grandes confrontos, como a Guerra de Canudos e do Contestado. O documentário mostra como, durante os séculos, foram mudando as relações de propriedade e de trabalho nos campos brasileiros. Apresenta as formas usadas pelas classes dominantes para se organizar e manter a terra sob seu domínio. A obra é um documento histórico sobre as diferentes experiências e formas de luta dos trabalhadores pela terra: dos sindicatos rurais às Ligas Camponesas e aos Movimentos dos trabalhadores sem-terra. Nele são lembrados massacres como os de Corumbiara (RO), um capítulo dessa luta que jamais deve ser esquecido.

 

 

Corumbiara, nunca mais (Adécio Dias – Brasil – 1996 – 01 h 10 min)

 

Documentário sobre o grande massacre de Rondônia. Imagens inéditas, recuperadas dos escombros do massacre, chocam quem as veja.

 

 

O Massacre de Corumbiara (TVT – Brasil - 15min)

 

Reflexo das relações sociais vigentes, os assassinatos de trabalhadores rurais na cidade de Corumbiara são aqui apresentados através de depoimentos dados pelos próprios sobreviventes.

 

 

Corumbiara: o massacre dos camponeses (Helena Angélica de Mesquita – Brasil – 1995)

 

O massacre de Corumbiara, de 1995, mostra que o conflito na fazenda Santa Elina tem as mesmas características de milhares de conflitos por terra que aconteceram e acontecem no Brasil, e que o massacre de Corumbiara tem a mesma gênese de tantos outros massacres acontecidos contra camponeses, posseiros e índios ao longo de quinhentos anos de luta pelo acesso e posse à terra, evidenciando que o país ainda não resolveu sua questão agrária.

 

 

Corumbiara (Vincent Carelli – Brasil – 2009 - 01 h 57 min)

 

Leiloada durante o governo militar, a gleba Corumbiara, no sul de Rondônia, é o cenário, em 1985, de um massacre de índios isolados. Apesar dos visíveis sinais da tentativa de apagar as evidências de sua existência, filmadas pelo documentarista Vincent Carelli, e das denúncias do indigenista da FUNAI Marcelo Santos, o caso é esquecido. Dez anos depois, o encontro de dois índios desconhecidos numa fazenda oferece a primeira oportunidade a Santos e Carelli de retomar o fio desta história, que registra muitas lacunas, mas revela aos poucos os inequívocos sinais da continuidade dos crimes contra os povos indígenas, num processo de selvagem apropriação da terra na Amazônia. Neste filme, realizado ao longo de mais de 20 anos, abre-se espaço também a uma autocrítica das próprias estratégias indigenistas, além de se dar voz aos próprios índios.

 

 

Armas não Atiram Rosas (Maria Luísa Mendonça e Thalles Gomes – Brasil – 2007 - 14 min)

 

Na madrugada de 9 de junho de 1997, pistoleiros atacaram o acampamento do Engenho Camarazal, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, uma região dominada pela monocultura da cana. Eles chegaram atirando contra trabalhadores rurais Sem Terra acampados na área. Cinco trabalhadores ficaram feridos, inclusive duas crianças. Pedro Augusto da Silva e Inácio José da Silva foram assassinados depois de terem sido brutalmente torturados. O caso ficou conhecido como o Massacre de Camarazal. No mesmo ano, o Engenho Camarazal foi desapropriado para Reforma Agrária e o novo assentamento passou a se chamar Assentamento Pedro e Inácio. Dez anos se passaram e até hoje ninguém foi punido pelo assassinato dos dois agricultores.

 

 

Escola Eldorado (Victor Lopes - Brasil – 2008 -  13 min)

 

Este curta faz parte do projeto Marco Universal. Testemunha viva da história recente do Brasil, Alcione Silva migrou do Maranhão para o sul do Pará nos anos 60 em busca de terra e trabalho. Como agricultor no Araguaia, presenciou a ação do Exército no embate com a guerrilha e a derrota do movimento, comandada por Sebastião Curió, atual prefeito de Curionópolis. Por boa parte dos anos 80, Alcione viveu no garimpo de Serra Pelada sem fazer fortuna, voltando depois a trabalhar como agricultor. Juntou-se ao MST e, baleado na curva do S, sobreviveu ao massacre de Eldorado dos Carajás em 1997. Hoje vive em Eldorado, trabalhando em terras que nunca foram suas. Todos seus filhos têm o estudo que lhe foi negado pelos pais.

 

 

O pontal do Paranapanema (Chico Guariba – Brasil – 2005)

 

Um dos principais centros de conflitos pela terra no Brasil, ali estava a última grande reserva florestal de mata atlântica do interior do Estado de São Paulo. Foram mais de 100 anos de violência social e ambiental. “O Pontal do Paranapanema” conta essa história, desde o início da grilagem das terras, a chegada dos pioneiros, a exploração marcada pela formação das grandes fazendas, os impactos sociais e ambientais, até as ocupações pelo movimento dos sem terra, o começo da reforma agrária e as tentativas de buscar um desenvolvimento sustentável para a região. Depois de tanta devastação, algumas feridas começam a cicatrizar, mas o futuro ainda é incerto. Uma história que se repete por todo o Brasil.

 

 

Nas terras do bem virá (Alexandre Rampazzo – Brasil – 2007 - 01 h 50 min)

 

Este longa metragem "costura" vários casos de conflitos envolvendo migrantes de regiões pobres, fugitivos da seca, que caíram no trabalho escravo, perderam suas terras, foram assassinados e viram assassinar seus líderes. Casos de um povo que cansou de migrar em busca da sobrevivência e decide lutar para conseguir um pedaço de terra, deixar de ser escravo e manter viva a última grande floresta tropical do planeta. Gravado em 29 cidades de cinco estados do norte e nordeste brasileiro, o documentário aborda entre outros assuntos, o modelo de colonização da Amazônia, o massacre de Eldorado do Carajás, o assassinato da missionária Dorothy Stang e o ciclo do trabalho escravo.

 

 

Contestado – a guerra desconhecida (Enio Staub – Brasil – 1986 – 01 h)

 

Média metragem nacional sobre este conflito no sul do país. Entrevistas, filmes e fotografias do período do conflito, ocorrido em Santa Catarina, no início do século XX.

 

 

Romance do Vaqueiro Voador (Manfredo Caldas – Brasil – 2007 – 01 h 11min).

 

Documentário baseado no poema homônimo de João Bosco Bezerra Bonfim que trata da recriação do universo mítico do nordestino ao vivenciar a nova diáspora, no papel de candango, protagonizando o lado trágico da epopéia da construção da nova capital do Brasil.

 

 

Igreja dos oprimidos (Jorge Bodansky e Helena Salem – Brasil/França – 1985 - 01 h 15 min).

 

Documentário sobre o engajamento de setores da Igreja Católica na luta pela terra. Conta várias histórias: da luta dos trabalhadores rurais de Conceição para recuperar seu sindicato; de dona Mariquinha, viúva de um posseiro assassinado e seu milagroso esforço para sobreviver com os seis filhos; de Rosa e o trabalho comunitário no bairro de Olaria; do camponês Pé de Ouro e sua família vivendo na mais extrema miséria; de Oneide, a viúva de Gringo, o líder rural morto por pistoleiros quando disputava em 1980 a presidência do Sindicato de Conceição etc.

 

 

Da Terra ao Sonho de Rose (DVD Duplo - Tetê Moraes – Brasil)

 

- Terra para Rose (1987 – 01 h 24 min): A partir da história de Rose, agricultora sem terra que, com outras 1.500 famílias, participou da primeira grande ocupação de uma terra improdutiva, a fazenda Annoni, no Rio Grande do Sul, o filme aborda a sensível questão da reforma agrária no Brasil, no período de transição pós-regime militar. Retrata o início do MST. Rose deu a luz ao primeiro bebê que nasceu no acampamento e foi morta em um estranho acidente.

 

- O Sonho de Rose: dez anos depois (2000 – 01 h 32 min): Relato emocionado e emocionante do reencontro, dez anos depois, da diretora Tetê Moraes com os personagens de seu premiado filme Terra para Rose (1987). O Sonho de Rose acompanha a trajetória de 1.500 famílias de agricultores sem terra, que, depois da ocupação de um latifúndio improdutivo, em 1985, conseguiram transformar seus sonhos em realidade. O filme narra os resultados surpreendentes dos assentamentos. E o que terá acontecido com o sonho de Rose?

 

 

Fruto da Terra (Tetê Moraes – Brasil – 2008 - 15 min)

 

Marcos Tiarajú foi o primeiro bebê nascido na Fazenda Annoni, em 1985. Os pais fizeram parte das 1500 famílias na ocupação realizada pelo MST, início de uma nova etapa na luta pela reforma agrária no Brasil. Sua mãe, Rose, foi morta durante essa luta. A história dessa ocupação, que culminou com a conquista da terra e de novas oportunidades de vida, é contada nos dois premiados documentários de Tetê Moraes, Terra para Rose e O Sonho de Rose, 10 anos depois. Hoje, com 22 anos, Marcos é bolsista de medicina, em Cuba. Uma saga de conquista de direitos humanos, através da luta social, uma história de superação de desigualdades e injustiças, de marginalização e miséria.

 

 

A Tornallom (Videohackers e Enric Peris - Espanha - 2006 - 48 min).

 

A tornallom é uma expressão típica das hortas ao redor da cidade de Valência, na Espanha. Quer dizer algo como mutirão. Literalmente significaria "intercâmbio de lombo", ou seja, a troca não remunerada de trabalho, entre vizinhos. Em La Punta, tradicional zona de hortas, a agricultura familiar é uma tradição de séculos. Por exemplo, o sistema de irrigação ainda é do tempo que os árabes estiveram por lá. As casas, e também toda uma cultura, estão ameaçados de extinção pelos interesses ligados à especulação imobiliária. Os moradores do bairro se organizam e fundam uma associação de moradores. Em um determinado momento da luta, já se sentindo sem forças para resistir (a maioria dos moradores eram pessoas de mais de 60 anos) resolvem ir às assembléias de Okupas da cidade "pedir reforços". O documentário conta a história dessa bonita luta e da curiosa mistura e mútuo aprendizado que aconteceu. Os okupas aprenderam mais sobre a forma de vida daqueles agricultores (alguns passaram a se auto-denominar agropunks) e estes conheceram as propostas e formas de luta daqueles.

 

 

Cabra marcado para morrer (Eduardo Coutinho – Brasil – 1984 – 02 h)

 

Em fevereiro de 1964 inicia-se a produção de Cabra Marcado Para Morrer, que contaria a história política do líder da liga camponesa de Sapé (Paraíba), João Pedro Teixeira, assassinado em 1962. No entanto, com o golpe de 31 de março, as forças militares cercam a locação no engenho da Galiléia e interrompem as filmagens.

Dezessete anos depois, o diretor Eduardo Coutinho volta à região e reencontra a viúva de João Pedro, Elisabeth Teixeira -- que até então vivia na clandestinidade -- e muitos dos outros camponeses que haviam atuado no filme antes brutalmente interrompido.

 

 

Memórias Clandestinas (Maria Thereza Azevedo – Brasil – 2007 - 52 min)

 

O filme narra parte da história de vida de Alexina Crespo, primeira mulher de Francisco Julião – ex-deputado estadual e advogado pernambucano, liderança das Ligas Camponesas, – e sua atuação na organização e ampliação das Ligas. A obra traz depoimentos de Alexina e seus quatro filhos - Anatailde, Anatilde, Anatólio e Anacleto, além da participação de pesquisadores e moradores do engenho Galiléia. Os entrevistados abordam a organização do movimento, o golpe militar, a guerrilha e o exílio de Alexina em Cuba, em importantes episódios que ficaram no silêncio e na clandestinidade.

 

 

Sarandi (Carlos Carmo – Brasil – 2007 - 26 min)

 

No dia 7 de setembro de 1979, um grupo de mais de 100 famílias de agricultores marcou a história da luta pela terra no Brasil. Expulsas de uma reserva indígena em Nonoaí (RS), essas famílias reúnem-se e organizam a primeira ocupação de terra bem sucedida após a implantação da ditadura militar, em 1964. Os agricultores familiares ocupam as granjas Macali e Brilhante, duas fatias de um grande latifúndio chamado Fazenda Sarandi, no Norte gaúcho. Na ocasião, as expectativas dos sem-terra foram documentadas, em Super 8, no filme “Fazenda Sarandi”. Esse registro raro é um dos materiais históricos usados no documentário “Sarandi”, que traça, por meio de depoimentos e memórias, um panorama da região ao longo desses 27 anos.

 

 

Expedito: Em Busca de Outros Nortes (Beto Novaes e Aida Marques – Brasil – 2006 – 01 h 20 min)

 

Em busca de dinheiro, poder, ou simplesmente do tão sonhado pedaço de terra, lavradores, madeireiros, pistoleiros, pequenos comerciantes e garimpeiros empreenderam uma migração maciça para a Amazônia durante a década de 1970. Expedito Ribeiro de Souza, trabalhador rural de Minas Gerais, resolve entrar nessa aventura com a família. Ele parte para o Sudeste do Pará guiado pela notícia da reforma agrária nas redondezas, ouvida no rádio. A saga de Expedito e seu engajamento na luta social e política na região do Araguaia, que o levaram a enfrentar ameaças de morte arquitetadas pelos fazendeiros locais, constituem o enredo do filme.

 

 

Zé Pureza (Marcelo Ernandez – Brasil - 2006 – 01 h 37 min)

 

O filme acompanha um grupo de pessoas na trajetória do acampamento até o assentamento, que leva o nome “Zé Pureza” em homenagem ao mais importante líder camponês do Rio de Janeiro do período pré-64. São mostradas as reuniões de mobilização, ocupações, os despejos, as manifestações públicas e dramas sociais dessas famílias nos diversos locais onde estiveram acampadas.

 

 

Cadê Profiro? (Hélio Brito – Brasil - 2004 - 45 min)

 

Documentário sobre o líder da "Revolta Camponesa de Trombas e Formoso", ocorrida na década de 50, no estado de Goiás, sendo o seu principal personagem o líder camponês José Porfírio de Souza, o primeiro líder camponês a eleger-se deputado estadual em 1960, cassado e preso pelo regime militar, dado ainda hoje como desaparecido. Essa história serve como base também para que seja debatida uma questão das mais atuais: a reforma agrária.

 

 

Chico Mendes – eu quero viver (Adrian Cowell – Brasil – 1989 – 40 min)

 

O filme nos mostra a trajetória de Chico Mendes, líder seringueiro no Acre, em defesa da Amazônia. Com registros feitos entre 1985 e 1988, acompanhamos Chico Mendes na organização dos seringueiros em defesa da floresta, no nascimento da Aliança dos Povos da Floresta, e na luta pela demarcação das primeiras Reservas Extrativistas na Amazônia. O filme mostra, ainda, a trama armada para seu assassinato e as repercussões no Brasil e no mundo.

 

 

O sonho do Chico (Adrian Cowell – Brasil – 2003 - 25min)

 

O filme mostra como Marina Silva, antiga companheira política de Chico Mendes, no Acre, Na posição de Ministra do Meio Ambiente, tenta levar adiante os ideais do líder seringueiro, atuando em defesa da Amazônia.

 

 

Batida na floresta (Adrian Cowell – Brasil – 2005 - 59min)

 

A luta de Walmir de Jesus, o gerente do IBAMA em Ji-Paraná, para conter o desmatamento desenfreado da Amazônia no estado de Rondônia. O filme mostra Walmir combatendo a extração e a venda ilegal de madeira, corrupção na política e no funcionalismo público local, desemprego e invasões em áreas de Parques Nacionais e de índios isolados.

 

 

A terra queima (Geraldo Sarno – Brasil – 1984 – 56 min)

 

O Nordeste é uma questão nacional em muitos sentidos. Não foi o clima que produziu o Nordeste como problema, mas os senhores donos da terra, gente de carne e osso que vive no chão e não nas nuvens. Nenhuma fatalidade obrigou o Nordeste a trabalhar a cana-de-açúcar, a plantar o algodão, a criar o gado, mas os mesmos senhores da terra. O Nordeste não inventou o trabalho escravo, nem a exploração do trabalho das mulheres e das crianças, nem os imensos latifúndios. Foram os senhores donos da terra que para cá vieram e cá ficaram. O fato de não chover não produz miséria, assim como o fato de chover não produz riqueza. São os homens concretos. Por isso milhões de nordestinos ficaram sem trabalhar; assim se produziu a migração. Antes que o sol queimasse as costas dos imigrantes, queimou-se o fogo da concentração da terra. Baseado em poema de João Cabral de Mello Neto, Duas das Festas da Morte.

 

 

Canudos (Ipojuca Pontes - Brasil – 1978 – 01 h 18 min)

 

A história e a luta de Antonio Conselheiro e a gente de Canudos no final do século XIX.

 

 

Conversas de crianças (IDACO - Brasil – 1998 – 23 min)

 

O filme entrevista crianças assentadas que contam sobre suas vidas e levanta impressões sobre a luta do campo e a participação das crianças nela.

 

 

Mãe terra (Lúcia Umbelino - Brasil – 18 min)

 

Documentário retrata a luta das mulheres trabalhadoras rurais da Paraíba por terra, respeito e dignidade. Com depoimentos sobre o trabalho de Margarida Alves, mártir da Reforma Agrária.

 

 

Qual é o jeito Zé? (Murilo Santos e Vincent Carelli – Brasil – 1990 -  14 min)

 

Buriticupu, no Maranhão, é uma das regiões de maior conflito fundiário no eixo da ferrovia de Carajás. O líder camponês, Luis Vila Nova, explica o movimento de ocupação de matas improdutivas por milhares de trabalhadores sem terra, que travam uma verdadeira guerra contra jagunços e policiais.

 

 

República de Canudos (Pola Ribeiro e Jorge Felippi - Brasil – 1989 - 46 min)

 

República de Canudos narra a trajetória da luta de libertação das comunidades organizadas do sertão da Bahia e traz a tona a memória de Antônio Conselheiro, que sobrevive incólume no dia-a-dia, na fantasia ou até mesmo nas comunidades de Uauá, Euclides da Cunha, Cocorobó, Tucano e Monte Santo.

 

 

Terras de quilombo: uma dívida histórica (Murilo Santos – Brasil – 2004 – 51 min)

 

A situação das comunidades quilombolas do município do Alcântara (MA), uma das regiões do país que concentra maior número de comunidades descendentes de quilombos, é alvo deste documentário. O vídeo mostra as dificuldades enfrentadas pelas comunidades locais devido à falta de acesso às terras cultiváveis, após a implantação do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), um centro de lançamentos de foguetes controlado pela Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero).

 

 

Quilombos maranhenses: cultura e política (Claudio Farias – Brasil – 2004 – 55 min)

 

O documentário usa elementos da ficção para contar a história da invisibilidade social das comunidades negras rurais quilombolas e o trabalho do Movimento Negro pela inclusão desse segmento. Dividido em três partes, analisa como a cultura negra sofre com o reducionismo no binômio dançar e cantar, procurando demonstrar que a cultura tem uma outra conceituação para esse povo: é política, lazer, resistência, organização; é a própria vida. O documentário investiga os aspectos sócio-políticos dos quilombos maranhenses, enfocando os quilombos de Santa Cruz, localizado no município de Buriti de Inácia Vaz, e Damásio, situado no município de Guimarães. O filme retrata ainda a atual situação de inúmeras comunidades de Alcântara, que perderam seu território original para a Base de Lançamento de Foguetes, e tantas outras comunidades quilombolas que se encontravam relegadas ao esquecimento.

 

 

Mataram Irmã Dorothy (They Killed Sister Dorothy - Daniel Junge - EUA – 2009 - 01 h 34 min)

 

Em fevereiro de 2005, a irmã Dorothy Stang, de 73 anos, foi brutalmente assassinada. Ativista na defesa do meio ambiente e das comunidades carentes exploradas por madeireiros e donos de terra na Amazônia, a freira americana foi executada com seis tiros no interior do Pará. O documentário revela os bastidores do julgamento dos assassinos de Dorothy e investiga as razões de sua morte e seus verdadeiros mandantes. Por trás do drama criminal, vem à tona o legado de seu trabalho humanitário na floresta brasileira.

 

 

Nas cinzas da floresta (Adrian Cowell – Brasil – 1990 - 52 min)

 

A partir da construção da BR 364, em Rondônia e da ‘estrada de penetração’ 462, o filme traça um panorama abrangente, apresentado por José Lutzemberger, de como a política do governo brasileiro para ocupação da Amazônia na década de 1980 levou à degradação de enormes áreas de floresta neste estado.

 

 

Montanhas de ouro (Adrian Cowell – Brasil – 1990 - 52 min)

 

Neste documentário, Adrian Cowell analisa a dinâmica econômica, social e ambiental na província mineral mais rica do planeta – Carajás. Os conflitos e contrastes entre a atuação da empresa, dona da concessão, e a dos garimpeiros. A ascensão e queda da produtividade, no garimpo de Serra Pelada, o crescimento exponencial da produção industrial ao longo da década de 80 e o rastro de destruição deixado na floresta ao redor.

 

 

Barrados e condenados (Adrian Cowell – Brasil – 2001 – 25 min)

 

O documentário analisa a experiência da construção da barragem e colocação em funcionamento da hidrelétrica de Tucuruí, os quase 20 anos de controvérsias sobre o projeto e as conseqüências sociais e ambientais da falta de planejamento ordenado, por parte da empresa e do governo. Acompanha as populações atingidas e o processo que desencadeou a criação de uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável, nas ilhas do lago da represa.

 

 

Rio madeira vivo (IRN – Brasil – 15 min)

 

Estes materiais audiovisuais tratam da construção de Hidrelétricas no Rio Madeira e Xingu.

 

 

Chamado do madeira (Andrea Rossi – Brasil – 2008 – 52 min)

 

A luta dos povos da Amazônia contra os megaprojetos. Esse documentário é a revanche do ribeirinho que perdeu o direito de sê-lo. Direito de ser, ribeirinho, bastando-se nas margens generosas desse rio-terra, rio Madeira, de tão interligado com tudo em volta.

 

 

Soja: em nome do progresso (Todd Southgate – Brasil – 2005 - 15 min)

 

O documentário mostra os impactos socioambientais que a expansão da fronteira da soja está causando na região de Santarém, no estado do Pará. O filme foi produzido pelo grupo Greenpeace em 2005.

 

 

Guariba – 1984 (José Roberto Novaes e Francisco Alves – Brasil - 2002 - 11 min)

 

Documentário sobre o trabalho de preservação da memória da histórica greve dos trabalhadores rurais (bóias-frias) de Guariba (SP). Guariba é uma típica cidade dormitório da região de Ribeirão Preto. Grande parte de sua população é de trabalhadores rurais empregados nos canaviais e usinas de álcool. Em 1984, a cidade foi palco de uma greve que, apesar da repressão policial, foi vitoriosa. A greve virou notícia em todo o país, o que estimulou muitas outras lutas de trabalhadores rurais em busca dos mesmos direitos conquistados em Guariba. O fio condutor do documentário é a exibição das imagens da greve de 1984, quando da inauguração da sede do sindicato em 2001. As imagens da violência policial, dos espancamentos, dos piquetes e os depoimentos de homens e mulheres que participaram do movimento fazem relembrar aos trabalhadores de Guariba seu potencial de luta, de conquistas, estimulando uma maior organização. “Guariba – 1984” é um filme sobre a memória daqueles que podemos chamar de vencidos, mas que, apesar da exploração e da repressão, um dia foram vitoriosos.

 

 

Senhores da terra. Donos do mundo (Roteiro e Texto: Maria Aparecida de Moraes Silva – Brasil - 2005 - 20 min).

 

Num momento em que o agronegócio da cana-de-açúcar domina as principais diretrizes econômicas e políticas do país e ganha espaço nos meios de comunicação, sobretudo televisivos, este vídeo retrata os meios utilizados para a expansão desta cultura. As imagens registram os momentos em que mais de um milhão de cafeeiros de uma fazenda, situada no Nordeste Paulista, estavam sendo arrancados para cederem espaço à cana. A homogeneização espacial imposta pela cultura canavieira destrói as marcas sociais e geográficas da “civilização” cafeeira, característica desta região desde os finais do século XIX. A destruição dos cafezais simboliza social e politicamente o poder da usina e revela um dos avessos do agronegócio: o apagamento da memória.

 

 

A Vida em Cana (Jorge Wolney Atalla - Brasil - 2001 – 01hs 09 min).

 

Documentário sobre a vida de cortadores de cana do Brasil.

 

 

Califórnia à Brasileira (José Roberto Novaes – Brasil – 1991 - 24 min)

 

É um magnífico documentário sobre a realidade dos trabalhadores rurais da região de Ribeirão Preto (SP). Apresentada, em 1990, como a Califórnia Brasileira, a região é uma das mais ricas e desiguais do país. Segundo reportagem da Rede Globo, graças aos empresários (especialmente os ligados a indústria do açúcar e do álcool), esta seria uma região moderna, rica, sem janelas e pobreza. Califórnia a Brasileira apresenta uma outra versão desta realidade. Os cortadores de cana descrevem suas precárias condições de vida e os mecanismos de super exploração aos quais são submetidos. As imagens da violenta repressão policial na histórica greve de Guariba (1984) – cidade dormitório de Ribeirão Preto – são inquietantes. Califórnia a Brasileira é um convite a reflexão sobre as lutas e práticas sindicais no meio rural. Um convite à reflexão sobre as conseqüências da modernização tecnológica no campo e as estratégias patronais para exploração e dominação dos trabalhadores. É, por fim, um convite à reflexão sobre o que é apresentado pelos meios de comunicação e sobre a dura realidade que apenas a voz dos trabalhadores é capaz de descrever.

 

 

Estado de Resistência (Berenice Mendes – Brasil – 2007 – 52 min)

 

Ofensiva contra a ação das grandes corporações da química fina em nosso país, “Estado de Resistência” é uma denúncia contundente ao processo em curso de condicionamento dos solos para cultivo agrícola, padronização dos hábitos alimentares da população, e as demais implicações da introdução da transgenia no Paraná, o maior produtor de grãos do Brasil. O documentário aborda as diferentes formas de produção agrícola a partir de um corte longitudinal, da divisa com São Paulo à com Santa Catarina, buscando respostas para as seguintes questões: Qual é o negócio do agro-negócio? O que há por trás da monocultura e da transgenia? Qual é o papel da mídia nesse processo? Quais são as relações entre a produção de alimentos e a cultura de um povo?

 

 

Quadra Fechada (Beto Novaes – Brasil – 2006 - 27 min)

 

Roubos nas medições da jornada de trabalho, na pesagem e no preço da cana colhida têm motivado freqüentes conflitos na zona canavieira. Para superar essas distorções, o Sindicato dos Empregados Rurais de Cosmópolis e região negociaram o sistema Quadra Fechada, em que o sindicato controla a metragem cortada por meio de mapas de campo e o peso através de um computador colocado na balança da usina. O vídeo apresenta esse sistema e também os desafios enfrentados pelos trabalhadores rurais com a intensificação cada vez maior do ritmo de trabalho.

 

 

Cana no Pontal? (Antonio Thomaz Júnior – Brasil – 2008 - 25 min)

 

O documentário aborda as conseqüências socioeconômicas da expansão da agroindústria canavieira no Pontal do Paranapanema, região Oeste do Estado, entre elas a degradação ambiental e a fragilização dos movimentos sociais envolvidos na luta pela reforma agrária.

 

 

A fome da cana e a luta pelo amanhã (Brigada de AudioVisual da Via Campesina – Brasil – 2007 – 16 min)

 

Documentário produzido em Pernambuco mostra a contraposição da indústria da cana e a mudança de qualidade de vida dos trabalhadores rurais que buscaram através da luta pela terra uma saída para a exploração que viviam.

 

 

Bioenergia: vida ou morte da agricultura familiar na Amazônia? (FASE – Brasil - 2004 – 30 min)

 

O Vídeo demonstra o cenário impactante da destruição e da construção de uma renovada dinâmica empresarial na Amazônia. Encontramos nestes cenários agricultores e agricultoras da produção familiar, com suas atividades agrícolas e florestais baseadas na agroecologia, resistindo nos assentamentos do Maranhão e do sul do Pará ao avanço da queima da floresta nativa e da implantação da floresta de eucalipto, em função da produção do ferro gusa e, ao mesmo tempo, procurando sobreviver na tentativa de convivência com os monocultivos do Dendê, em função do Biodiesel. Como acontece na área de Mojú, próxima a cidade de Belém, capital do Estado. Muitas questões se colocam, mas se confirma antes de tudo que a Amazônia, necessita urgentemente de uma reforma agrária que respeite a terra, a água e a floresta.

 

 

Invasão verde (Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais – Uruguai - 2005 – 35 min)

 

Este vídeo reflete os motivos de preocupação das populações locais com as monoculturas de árvores em grande escala e com os impactos sociais e ambientais por elas provocado. O objetivo do vídeo é, portanto, servir como uma ferramenta relevante para a conscientização do grave perigo que representam tais plantações para as florestas e para aqueles que as habitam, bem como apoiar luta contra as mesmas em escala mundial.

 

 

Celulose no pampa (Grupo Mamangava – Brasil – 2006 – 51 min)

 

Os planos de transformar o Bioma Pampa em uma grande plantação de árvores para celulose de exportação têm gerado preocupações. De norte a sul, leste a oeste do Bioma, coletamos depoimentos de pessoas sobre suas percepções acerca da questão. Plantações de eucalipto, pinus e acácia geram problemas sócio-ambientais conhecidos e divulgados em outras regiões, impactos que já são sentidos no Pampa brasileiro. A monocultura de árvores avança com o apoio governamental, ameaçando a sobrevivência do Bioma Pampa, o mais recente bioma reconhecido no Brasil, tão rico em espécies e tão pouco valorizado.

 

 

Cruzando o deserto verde (FASE/Movimento Alerta Contra o Deserto Verde – Brasil – 56 min)

 

A expressão Deserto Verde surgiu de uma profecia lançada no final dos anos 60, quando as fábricas de celulose invadiram o norte do Espírito Santo e o Sul da Bahia, provocando impactos no meio ambiente e na vida de milhares de habitantes daquela região. Este DVD reúne depoimentos denunciativos de um processo de implantação que não respeitou nem a cultura nem o território de tribos indígenas, quilombos, pescadores e produtos rurais, desarticulando seu modo de vida e provocando a destruição de rios e da Mata Atlântica, restando apenas um grande deserto verde.

 

 

O grão que cresceu demais (FASE – Brasil – 2005)

 

O caso da soja em Santarém e Belterra (Pará/Amazônia). A FASE-Amazônia há muitos anos faz um trabalho educativo junto aos trabalhadores e trabalhadoras rurais, do Município de Santarém, Estado do Pará, na Amazônia Brasileira. Preocupada com o futuro de inúmeras famílias quando, ao fim da década passada, se detectou os primeiros sinais da invasão, em grande escala, da monocultura da soja no bioma Amazônia ameaçando a sobrevivência dos seus ecossistemas e, conseqüentemente, o presente e o futuro de seus povos, repetindo algo historicamente marcado pela exploração, de fora para dentro, da região, a Fase juntamente com seus parceiros produziu esse documentário-denúncia.

 

 

Bioenergia: vida ou morte (FASE/CEPEPO – Brasil – 30 min)

 

Este documentário deseja fomentar a discussão sobre o modelo de integração da agricultura familiar às indústrias e intensificar a luta pela preservação dos povos da Amazônia no seu meio-ambiente.

 

 

Mundo grão (Fabíola Vianna - Brasil – 30 min)

 

Documentário examina o plantio, comercialização e consumo de soja transgênica no RS, buscando contrapor os paradigmas antropocêntricos e biocêntrico a partir de questionamentos sobre os riscos ao meio ambiente e à saúde humana aos protagonistas dessa cadeia de uso, com respectivos pareceres de ONGs, científicos e jurídicos. Desvelam-se informação, desinformação, interesses econômicos e irresponsabilidades a cada cena, permeadas com imagens que remete-nos ao planeta, à terra, aos grãos e a conexão com o ser humano através da alimentação, para uma reflexão sobre a Segurança Alimentar.

 

 

Hambre de soja (Marcelo Viñas e Eduardo Besnati – Argentina – 2004 - 51 min)

 

Fome de Soja mostra algumas das conseqüências sociais, ambientais, econômicas e de saúde pública causadas pelo avanço da soja transgênica na Argentina. Mostra também, o crescente estado de insegurança alimentar vivido por grande parte da população desse país, vítima de sua mais recente e profunda crise de modelo econômico e social.

 

 

Cana brava (IRN - Brasil – 2005 -15 min)

 

 

Biocombustível (Jakob Gottschau - Dinamarca – 2005 – 28 min)

 

No início dos anos vinte, a liderança americana do petróleo e indústria automobilística ajudou a gasolina virar o combustível mais eficiente. No momento, uma liderança venenosa já conhecida, prejudicial ao sistema nervoso – especialmente para crianças. Rapidamente a liderança compete a outros aditivos inofensivos, e o benefício da indústria de petróleo está aumentando nestas décadas. Mas cem mil toneladas de liderança são esparramadas em volta do mundo e causa danos a milhões de pessoas – entre outros na perda IQ. A liderança da gasolina tem, literalmente, feito de nós um pedaço mais turvo.

 

 

Bagaço (CPT/Rede Social – Brasil – 2006 – 25 min)

 

O documentário Bagaço mostra a realidade dos trabalhadores e trabalhadoras na indústria da cana em Pernambuco. O vídeo retrata o dia-a-dia do trabalho no corte da cana, as violações de direitos, a destruição ambiental e a inviabilidade de um modelo de produção baseado no latifúndio e na super exploração do trabalho.

 

 

Combustível ou comestível (Ludmila Ferolla e Giuseppe Bizzarri – Brasil – 25 min)

 

Documentário sobre a produção do etanol, com entrevistas de Roberto Ardenghy, Superintendente da Agência Nacional de Petróleo (ANP); Carlos Lessa, economista, ex-presidente do BNDES e ex-reitor da Universidade Federal do Rio de janeiro e João Pedro Stédile, economista e dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

 

 

Cruzando o deserto verde (FASE/Rede Alerta contra o Deserto Verde – Brasil – 56 min)

 

Neste documentário é narrada a vida das pequenas populações que habitam as regiões onde a cultura ribeirinha foi substituída pela monocultura do eucalipto. A equipe de filmagem percorreu as regiões localizadas entre o município de Aracruz e Eunápolis, na Bahia. Através de uma série de depoimentos de líderes religiosos, sindicais e comunitários, e de índios e quilombolas, o documentário mostra os crimes sócio-ambientais cometidos pela Aracruz Celulose durante os trinta anos de atuação no Estado.

 

 

Da Califórnia à realidade (MST/EESP – Suíça – 32 min)

 

O documentário mostra o Agronegócio em Ribeirão Preto, as contradições da monocultura da cana-de-açúcar e seus reflexos para a maior parte da população. A partir de entrevistas com intelectuais, militantes de movimentos sociais, religiosos, trabalhadores e trabalhadoras, apresenta o outro lado do chamado "combustível limpo", o etanol e as lutas locais para a construção de alternativas.

 

 

O futuro dos alimentos (The future of food - Deborah Koons Garcia – EUA - 2004 – 01 h 30 min)

 

Existe uma revolução a acontecer nos campos e nas mesas de refeição - uma revolução que está a transformar a natureza da comida que comemos. O documentário "The Future Of Food" apresenta uma investigação profunda à verdade perturbadora dos alimentos manipulados geneticamente, não etiquetados e patenteados, que, aos poucos, vão conquistando lugar nos nossos mercados. Desde as pradarias de Saskatchewan, Canadá, aos campos de Oaxaca, no México, este filme dá a voz aos agricultores que foram afetados por estas mudanças. Os perigos para a saúde, as políticas governamentais e os lobbies globais são algumas das razões porque muitas pessoas estão alarmadas pela introdução de alimentos alterados geneticamente. Filmado nos Estados Unidos, Canadá e México, "The Future Of Food" analisa a complexa malha de forças políticas e econômicas que estão a alterar o que comemos à medida que enormes multinacionais procuram controlar o sistema alimentar mundial. O filme também explora as alternativas para a agricultura industrial, colocando a agricultura biológica e sustentável como soluções reais para a crise agrícola atual.

 

 

O mundo segundo a Monsanto (Marie-Monique Robin – França – 2008 – 01 h 48 min)

 

Documentário que aborda a maneira como uma grande empresa consegue enganar a população mundial, através da mídia e da corrupção dos governos, inserindo seus produtos tóxicos no mercado alimentício, colocando a saúde de milhões de pessoas em risco, contaminando o meio-ambiente, provocando a migração do campo para a cidade, concentrando muito poder nas mãos de poucos. Hoje mais de 90% do mercado de sementes transgênicas pertence à Monsanto. Vários produtos da empresa foram proibidos na Europa e Canadá.

 

 

Olhos cerrados (FUNAGUAS – Brasil – 14 min)

 

Documentário feito pela FUNAGUAS mostrando a situação do Cerrado Piauiense com a monocultura de soja na região e a destruição patrocinada pela Bunge, empresa multinacional. Para tornar pública essa situação, no qual acusa a empresa -com sede nos Estados Unidos e 12 fábricas no Brasil- de promover uma destruição sem precedentes no Cerrado.

 

 

Porque nós não comemos eucalipto! (Kerstin Edquist, Magnólia Fagundes, Frida Svensson e Helena Soderqvist – Brasil – 2007 – 27 min)

 

As empresas nórdicas de papel e de floresta estão mudando cada vez mais a sua produção para o Brasil, onde têm extensas plantações de eucalipto. O clima, a mão-de-obra barata e as leis menos rigorosas de meio ambiente possibilitam um lucro maior, mas para a população local isto significa seca, falta de terra, destruição da mata nativa e perseguição dos movimentos de resistência.

 

 

Rompendo o silêncio (MST/FASE/Rede Alerta Contra o Deserto Verde - Brasil – 2006 – 16 min)

 

No primeiro semestre de 2006, mulheres ligadas ao MST e à Via Campesina, movimento camponês mundial, ocuparam a fazenda da Aracruz Celulose no Rio Grande do Sul, destruíram suas plantações de eucalipto, laboratórios e milhares de mudas. A burguesia se escandalizou e a mídia tratou o episódio como caso de polícia. Mas o fato serviu para chamar a atenção da sociedade para a inversão da lógica econômica neoliberal: não há dinheiro para investir na agricultura e na produção de alimentos, mas sobra dinheiro para o agronegócio. Este vídeo explica as razões que levaram as mulheres sem-terra a decidir pela ocupação e pela destruição das plantações e do laboratório da Aracruz Celulose. Encerrado o documentário, ficam as perguntas: o que significa a ação das camponesas diante dos 30 anos de destruição de matas nativas promovidos no Brasil pela Aracruz Celulose? O que vale a destruição de mudas de eucaliptos, o chamado "deserto verde", frente aos milhares de hectares de mata atlântica derrubados pela empresa desde que se implantou no Espírito Santo e no Rio Grande do Sul? O que se fez para resgatar as terras e a cultura subtraídas dos índios guaranis e tupiniquins?

 

 

Aprisionados por promessas (CPT/Cejil/Witness – Brasil – 2006 – 16 min)

 

A escravidão contemporânea no Campo Brasileiro

 

 

Uma dádiva para a floresta (Adrian Cowell – Brasil – 2001 - 25 min)

 

O filme questiona a política internacional contra o aquecimento global e o conceito e funcionamento dos créditos de carbono, através do exemplo do que aconteceu em Carajás. Refazendo o caminho do ‘desenvolvimento’, ocorrido desde a implantação da indústria no local, vemos o funcionamento de uma intrincada teia de destruição. No cenário internacional de políticas ambientais, os créditos de carbono aparecem como uma esperança para a Amazônia.

 

 

Queimadas na Amazônia (Adrian Cowell – Brasil – 2002 - 45 min)

 

Filme sobre o impacto causado, na Floresta Amazônica, pelo acelerado crescimento e mecanização das plantações de soja, ao longo da rodovia BR 163.

 

 

A tribo que se esconde do homem (Adrian Cowell – Brasil – 1970 – 01 h 06 min)

 

Realizado na década de 1960, este documentário mostra o esforço dos irmãos Villas Bôas, com ajuda de outros índios de diferentes etnias, para contatar os índios isolados Panará, conhecidos como Kreen-Akrore. A abertura de uma estrada, perto do território Kreen-Akrore, ameaça sua sobrevivência. Na opinião dos sertanistas, a melhor opção para estes índios, agora, é levá-los para o Parque do Xingu antes que a estrada chegue, trazendo todos os males da nossa civilização.

 

 

O reinado na floresta (Adrian Cowell – Brasil – 1971 – 26 min)

 

O olhar de Adrian Cowell sobre o trabalho dos irmãos Claudio e Orlando Villas Bôas, no Parque Indígena do Xingu. Suas crenças, a influência que tiveram junto aos índios e os problemas enfrentados com as frentes de expansão, que abriam estradas no Brasil Central. A preocupação dos sertanistas é de que os indígenas possam viver uma transição sutil ao mundo civilizado.

 

 

Na trilha dos Uru Eu Wau Wau (Adrian Cowell – Brasil – 1990 - 52 min)

 

Este filme mostra o primeiro contato com os índios Uru Eu Wau Wau, pressionados pelo desenvolvimento em Rondônia, que atraía cada vez mais lavradores do sul do país para o estado. Impulsionados a penetrarem na floresta, os colonos se aproximavam cada vez mais desta tribo. Nesta conjuntura, o rapto de uma criança branca pelos Uru Eu Wau Wau aumenta o rancor dos colonizadores contra os índios, vistos como uma barreira ao desenvolvimento. Paralelamente, a FUNAI organiza uma expedição para contatá-los, com o objetivo de protegê-los do avanço dos brancos sobre seu território.

 

 

Fugindo da extinção (Adrian Cowell – Brasil – 1999 – 52 min)

 

Uma reflexão sobre o desenvolvimento da política de primeiro contato, com índios isolados no Brasil, através da experiência ocorrida com os índios Panará. Um relato de 30 anos sobre o que aconteceu com este grupo. As primeiras tentativas, pelos irmãos Villas Bôas, de fazer contato com o grupo, na época da filmagem de ‘A Tribo Que Se Esconde do Homem’: sua quase extinção a partir da abertura da rodovia BR 163, a migração dos poucos remanescentes, doentes e fragilizados, para o Parque do Xingu e, finalmente, revitalizados, a volta a sua região original, às margens do Rio Iriri.

 

 

O destino dos Uru Eu Wau Wau (Adrian Cowell – Brasil – 1999 – 52 min)

 

Três décadas depois de ‘Na Trilha dos Uru Eu Wau Wau’, Adrian Cowell reencontra alguns dos personagens. Descobrimos que o líder Tari, que raptou a criança branca de ‘Na Trilha...’ teve sua própria irmã raptada, por brancos, quando tinha 6 anos. O filme proporciona um encontro inesperado dos irmãos e nos mostra como os Uru Eu Wau Wau puderam lidar com as transformações em seu mundo, ao longo dessas décadas.

 

 

Fragmentos de um povo (Adrian Cowell – Brasil – 1999 - 52min)

 

O filme registra as tentativas do Departamento de Índios Isolados da FUNAI para contatar remanescentes isolados dos índios Avá-Canoeiro, que terão sua área inundada pela barragem de Serra da Mesa – GO. Após décadas de perseguições, os Avá-Canoeiro se resumem a um pequeno grupo em vias de extinção. Sobrevivente de um massacre sofrido nos anos 60, uma família vive escondida em cavernas, por duas décadas, isolada e sem opção de casamento entre si. O indigenista Sydney Possuelo lidera uma longa expedição, em busca de outros indivíduos do mesmo grupo, na tentativa de evitar que a cultura dos Avá-Canoeiro desapareça para sempre.

 

 

A BR 156 e Os Povos Indígenas – Oiapoque/AP (CIMI – Brasil – 2007 – 26 min)

 

O documentário traz uma discussão a respeito dos impactos do asfaltamento da BR 156, no Amapá, sobre a terra indígena Uaçá.

 

 

FICÇÃO

 

Morte e Vida Severina (Zelito Viana – Brasil - 1977 – 01 h 25min)

 

A tradicional saga dos nordestinos do sertão em direção ao mar, em busca de trabalho. Severino atravessa o agreste e a zona da mata para fugir da seca e encontrar, em Recife, uma vida melhor. Misto de documentário e ficção de caráter social que discute a problemática popular nordestina. Baseado no poema de João Cabral de Melo Neto.

 

 

Cinema, Aspirinas e Urubus (Marcelo Gomes – Brasil – 2007 - 01 h 39 min).

 

O filme conta a história de Johann (Peter Ketnath), alemão que fugiu do país de origem nos auges da 2ª Guerra e chegou ao Brasil, onde percorre regiões inteiras vendendo aspirinas. O sucesso de sua empreitada está no modo como ele faz a publicidade do produto: projetando propagandas no meio de vilarejos, ao ar livre, e encantando os moradores, que, nunca antes tendo visto imagens em movimento, acreditam tratar-se de um medicamento de outro mundo.

 

 

As Vinhas da Ira (John Ford – EUA –1940 - 02 h 08 min).

 

Baseado na obra de John Steinbeck, conheça a história de uma família de trabalhadores rurais pobre durante a Grande Depressão de 29. Buscando oportunidades de uma vida melhor, Tom Joad (Henry Fonda), após cumprir pena, leva sua família em uma pequena caminhonete, de Oklahoma para a Califórnia, onde dizem ser um lugar mais próspero e de maiores oportunidades. Durante a viagem eles se deparam com a nova realidade, ao mesmo tempo em que descobrem que o lugar onde estão indo pode ser pior do que o que deixaram para trás. Vencedor de 2 Oscar, incluindo Melhor Diretor.

 

 

1900 (Bernardo Bertolucci – ALE/FRA/ITA - 1976 - 04 h 03 min).

 

O filme faz uma retrospectiva histórica da Itália desde o início do século XX até o término da Segunda Guerra Mundial, com base na vida de Olmo, filho bastardo de camponeses, e Alfredo, herdeiro de uma rica família de latifundiários. Apesar da amizade desde a infância, a origem social fala mais alto e os coloca em pólos político e ideologicamente antagônicos. Através da vida de Olmo e Alfredo, o filme retrata o intenso cenário político que marcou a Itália e o mundo nas primeiras décadas desse século, representado pelo fortalecimento das lutas trabalhistas ligadas ao socialismo em oposição à ascensão do fascismo. "Novecento" tornou-se um épico aclamado no mundo inteiro, sendo considerado pela crítica internacional como uma das principais obras do grande cineasta italiano Bernardo Bertolucci.

 

 

Guerra dos Pelados (Sylvio Back – Brasil – 1970 – 01 h 38 min)

 

Outono de 1913, interior de Santa Catarina, Campanha do Contestado. A concessão de terras a uma companhia da estrada de ferro estrangeira para explorar suas riquezas através de uma serraria subsidiária, e a ameaça de redutos messiânicos de posseiros expropriados geram um sangrento conflito na região. Por exigência dos "coronéis", forças militares regionais e o Exército nacional intervêm. Mas, os "pelados" (assim chamados por rasparem a cabeça) se revoltam, protagonizando uma resistência à semelhança de Canudos.

 

 

Amazônia em Chamas (The Burning Season -John Frankenheimer - EUA - 1994 – 02 h 03 min)

 

Filme biográfico sobre Chico Mendes, ícone brasileiro da ecologia e da defesa dos direitos humanos. Fala sobre a luta de Chico Mendes, seringueiro que foi assassinado por donos de terra, devido a sua postura contra a devastação da floresta e as más condições de trabalho dos seringueiros.

 

 

O Caminho das Nuvens (Vicente Amorim – Brasil – 2003 – 01 h 27 min)

 

Praça do Meio do Mundo, interior da Paraíba. Este é o ponto de partida de um road movie singular inspirado em fatos reais: Romão (Wagner Moura), motorista de caminhão desempregado, se sente um cabra destinado a ganhar um salário de mil "real" por mês - quantia que considera o mínimo necessário para prover uma vida digna à mulher Rose (Cláudia Abreu) e aos cinco filhos. O obstinado Romão decide cair na estrada em busca de seu objetivo de bicicleta, ao lado da mulher e dos filhos. Nele podemos ver a diversidade regional do nordeste e a discussão da migração campo-cidade.

 

 

Deus e o diabo na Terra do Sol (Glauber Rocha – Brasil – 1964 – 01 h 55 min)

 

Trata do Nordeste, do messianismo e do cangaço. Um casal de camponeses mata o patrão, une-se a um místico, depois ao cangaceiro Corisco e enfrenta um matador de cangaceiros (Antonio das Mortes). Um dos filmes mais representativos do Cinema Novo e de Glauber.

 

 

A árvore dos tamancos (L’Albero degli zoccoli - Ermano Olmi - Itália – 1978 – 03 h 06 min)

 

Palma de Ouro em Cannes 1978. Trata da vida de famílias camponesas na Lombardia/Itália, no início do século XIX, quando as transformações do campo foram aceleradas pelo capitalismo.

 

 

Vidas Secas (Nelson Pereira dos Santos – Brasil – 1963 - 01 h 43 min)

 

Narra a história de uma família de retirantes nordestinos que foge da Seca. Bastante fiel ao livro, mostra a caminhada sempre em busca de um local para ficar. Existe o período de tempo bom – no qual a família permanece em uma fazenda – até a estiagem, a ausência de inverno, quando ela se põe a caminho novamente. Do romance de Graciliano Ramos.

 

 

Narradores de Javé (Eliana Caffé e Luis Alberto Abreu – Brasil/França – 2003 – 01 h 40 min)

 

Uma pequena cidade, no interior da Bahia, deve ser inundada para formação de uma represa. As obras não serão realizadas caso a cidade possua algum patrimônio cultural importante. Os moradores deverão, desta forma, recuperar a memória do lugar.

 

 

Viva Zapata (Elia Kazan – EUA – 1952 – 01 h 53 min)

 

Um grupo de lavradores vai até o presidente do México afirmando que suas terras foram roubadas; entre eles, Emiliano Zapata, que se torna guerrilheiro e tem uma grande importância na vida política do México.

 

 

Patagônia rebelde ( Héctor Olivera – Argentina – 1974 – 01 h 48 min) 

 

Clássico do cinema político argentino, a película desnuda que em 1920 operários e camponeses se rebelam no sul da Argentina, na Patagônia, sobre a direção de anarquistas e sindicalistas. O filme foi censurado pelo governo de Perón.

 

 

O Rio do Desespero (The River - Mark Rydell – Espanha - 02 h 02min).

 

Família de fazendeiro americano enfrenta problemas que vão da má colheita a um homem poderoso, interessado em comprar as suas terras a qualquer custo para empresa de energia, que pretende inundar todo o local.

 

 

O Quatrilho (Fábio Barreto – Brasil – 1994 – 02 h)

 

Rio Grande do Sul, 1910. Em uma comunidade rural composta por imigrantes italianos, dois casais muito amigos se unem para poder sobreviver e decidem morar na mesma casa. Mas o tempo faz com que a esposa (Patrícia Pillar) de um (Alexandre Paternost) se interesse pelo marido (Bruno Campos) da outra (Glória Pires), sendo correspondida. Após algum tempo, os dois amantes decidem fugir e recomeçar outra vida, deixando para trás seus parceiros, que viverão uma experiência dramática e constrangedora, mas nem por isto desprovida de romance.

 

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