Elaboração de maquete

(Elaborado por Larissa Giroldo)

Materiais

·           Cópia de carta topográfica;

·           Lâmina de borracha E.V.A. (Etil vinil acetato). Cada lâmina corresponderá a uma curva de nível;

·           Alfinete com cabeça grande;

·           Fita adesiva;

·           Lápis;

·           Tesoura ou estilete;

·           Máquina de cola quente;

·           Tubos de cola quente;

·           Placa espessa de madeira (com espaço para a maquete e sua legenda);

·           Massa corrida;

·           Lixa;

·           Tintas.

 

 

Procedimentos

 

1) Escolha das escalas

Escala horizontal: costuma ser igual a da carta topográfica utilizada na maquete. Nesse exemplo, a escala utilizada é 1/10.000 (1 centímetro no mapa equivale a 100 metros no terreno).

 

Escala vertical: deve ser definida conforme a topografia da área, com a eqüidistância das curvas de nível e de acordo com a espessura da lâmina de E.V.A.

Um parâmetro inicial é testar a escala vertical idêntica à horizontal (1/10.000) e verificar diferentes espessuras de E.V.A. Se o desnível for pequeno (curva maior menos curva menor), isto é, se o relevo for mais suave, é interessante ampliar a escala vertical (ex.: 1/5.000) ou aumentar a espessura do E.V.A. (ex.: 4 milímetros) para destacar as diferenças de nível. Caso o relevo seja muito dissecado, é interessante diminuir a escala para suavizar as variações do relevo (ex.: 1/20.000) ou diminuir a espessura do E.V.A. (ex.:1 milímetro). A espessura da lâmina não deverá ser muito espessa, pois quanto mais grossa maior será a dificuldade para recortar a placa com a forma irregular das curvas de nível.

 

Exemplos:

a) Relevo mais plano

·          Eqüidistância entre as curvas 10 metros;

·          Lâmina de E.V.A. = 2 milímetros;

·          760 metros (curva maior) – 680 metros (curva menor) = 80 metros de desnível (oito curvas de nível).

Se usarmos a eqüidistância de 10 metros e, como cada placa de E.V.A. de 2 milímetros corresponde a uma curva de nível, então a escala vertical será de 1/5.000 (2mm = 10 m, 1mm = 5m, 1cm = 50m, então 1/5.000). 

Assim, a diferença entre a curva mais baixa e a mais alta será de 16 milímetros e, portanto, pode ser pouco adequada para representar o relevo suave, uma vez que será mais difícil perceber as diferenças do relevo (a espessura do E.V.A. multiplicada pelo número de curvas de nível).

Para ampliar a altura da maquete, e realçar o desnível, deve-se manter a eqüidistância de 10 metros e alterar a espessura da placa de E.V.A.. Uma placa de 4 milímetros, por exemplo, representará o desnível em 32 milímetros, mais adequada para ressaltar as variações mais suaves do relevo.  Dessa forma, a escala vertical será alterada para 1/2.500 (4mm = 10 metros no terreno, 1mm = 2,5m, então 1/2.500).

 

b) Relevo mais dissecado

·          Eqüidistância entre as curvas 10 metros;

·          Lâmina de E.V.A. = 5 milímetros;

·          760 metros (curva maior) – 440 metros (curva menor) = 320 metros de desnível (trinta e duas curvas de nível).

Se usarmos a eqüidistância de 10 metros e placa de E.V.A. de 5 milímetros, então a escala vertical será 1/2.000 (5mm = 10 metros no terreno, 1mm = 2m, então 1/2.000).

Assim, a diferença entre a curva mais baixa e a mais alta será de 160 milímetros e, portanto, por ser pouco adequada para representar um relevo dissecado, pois ampliará muito os desníveis (a espessura do E.V.A. multiplicada pelo número de curvas de nível), além de tornar o corte das placas de E.V.A. mais difícil.

Para diminuir a altura da maquete (reduzindo os desníveis do terreno e facilitando o corte) deve-se manter a eqüidistância de 10 metros e alterar a espessura da placa de E.V.A. para 3 milímetros, então o desnível será de 96 milímetros, mais adequada para ressaltar as grandes variações do relevo.  Dessa forma, a escala vertical será alterada para 1/3.333 (3 mm = 10 metros no terreno, 1mm = 3,333m, então 1/3.333).

 

 

2) Construindo a estrutura da maquete

Depois de escolhidas as escalas (horizontal e vertical) e de posse da cópia da carta topográfica, você precisará do E. V. A. e do alfinete.

Coloque o E.V.A. em baixo da carta topográfica, prenda com fita adesiva, observe qual é a curva de nível de menor altitude e perfure com o alfinete todo o seu contorno marcando o E.V.A..

O espaçamento entre os furos depende da forma da curva. As partes da curva que forem mais retilíneas podem ser representadas com número menor de furos (mais espaçados) e, as partes mais curvas, com furos mais próximos (mais próximos).

Marque, com o alfinete, sempre a curva de nível superior para que esta sirva como guia. Exemplo: Se a curva de nível de menor altitude da minha carta for 620m e a eqüidistância das curvas de 20m, deverá ser marcada a curva de 620m e a de 640.

Após a marcação feita, retire o E.V.A. e ligue os pontos feitos pelo alfinete com lápis. Com a tesoura ou estilete, recorte a linha correspondente à curva mais baixa deixando a curva de nível superior marcada. Repita este procedimento para todas as curvas, colando uma curva sobre outra (utilizando a marcação) com cola quente.

Seguindo o exemplo acima: Recorta-se a marcação da curva de 620m e a curva de 640m ficará marcada com o lápis. Quando for recortada a curva de 640m a posição que esta deve ser colada sobre a curva de 620m já estará marcada, assim como a curva de 640m marcará a posição da curva de 660m.

 

Foto 1: Estrutura de E.V.A completa.

 

 

3) Finalização da estrutura

Com todas as curvas cortadas e coladas, a estrutura já estará pronta, basta finaliza-la. Para isso a maquete deverá ser colada em uma placa de madeira, deixando o espaço suficiente para a legenda.

Uma camada de massa corrida deverá ser feita por toda a maquete, arredondando os topos e dando continuidade a cada curva de nível. Deverá ser feito com calma, pois não deve haver excesso de massa corrida na maquete, evitando distorções.

Espere até que a massa corrida secar para poder lixar (pelo menos 24 horas). Nesta etapa, o intuito é remover os possíveis excessos de massa corrida e corrigir pequenas imperfeições.

 

4) Pintura e representação

Com a estrutura pronta, é possível escolher o tipo de representação que deve ser feito. Se o intuito for representar a topografia, uma cor para toda a maquete basta, porém é possível de ser feito um mapa temático sobre a maquete (utilizando cores ou malhas).

Foto 2: exemplo de uma maquete pronta. No caso, cada cor representa uma área de abastecimento.

 

Os rios devem ser destacados, assim com as estradas. Para identifica-los podem ser feitas pequenas placas com os nomes (com clips dobrados, a ponta do clips perfura a massa corrida) ou escreve-los na própria maquete.

Foto 3: Detalhe da maquete, com placas de identificação. Rios destacados em azul e as ruas e avenidas em preto.

 

A maquete deve conter as mesmas referências que um mapa: legenda, escala, título e norte.